É difícil saber o que dizer para alguém em determinadas situações. Todo mundo já passou por uma situação assim, e todos sabemos que não é fácil ter palavras quando seu maior problema é a calça 40 que não serve mais e vem alguém e te diz que, sei lá, perdeu a casa e a família num incêndio.
Com o meu problema é assim: sei que as pessoas se compadecem, mas poucas sabem o que dizer. Em mesma não saberia, se fosse algo que estivesse acontecendo com alguém próximo a mim. Assim, como já disse, contei tudo para o Da Praia. Não havia contado antes porque tinha vergonha. Não queria mostrar que sou uma derrotada. Mas vi que nós temos que mostrar o que somos, não o que gostaríamos de ser. Tenho muitas qualidades, e as conheço. Mas também tenho meus defeitos e, por mais que tente apagá-los, eles estão aqui. Evidentes. Cruéis. E fingir que sou uma pessoa feliz e sem problemas não faz de mim uma pessoa feliz e sem problemas efetivamente. E nem por isso preciso fazer papel de coitada.
Assim, ele disse que gostaria de conversar mais comigo sobre esse assunto, mas só me procurou de fato dez dias depois. Meio sem jeito, perguntou do Gabi. Falei como as coisas estavam, e ele disse a fatídica frase:
- Rê, não sei o que dizer. Nem o pior dos meus problemas é parecido com o seu.
O que eu poderia dizer diante disso? Sei que ele ficou "mudo" todo esse tempo porque não sabia o que dizer, nem como me abordar, e, sinceramente, foi um dos meus receios em contar para ele: o de que ele perdesse o interesse por mim e tivesse somente pena.
Depois, ele me disse que se sentia meio envergonhado de dizer, mas que não deixava de pensar em mim, apesar de tudo. Que, apesar de ser solidário a mim, ainda assim pensava em mim como mulher, o que, na verdade, me deixou em dúvida se era algo ofensivo ou lisonjeiro. Sô lôca, eu sei.
A questão é: eu queria compreensão, mas ganhei o quê?
sábado, 3 de julho de 2010
Enjoy the silence
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2 comentários:
Rê, você é a pessoa mais autocrítica que eu já vi.
Hahahahaha, Carol. Morri com vc.
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