domingo, 18 de julho de 2010

Living on the edge

Evento: aniversário do Gabi. Clima: zero.

Okay, resolvi que precisava fazer esse esforço por ele. Saí, comprei um presente, me arrumei e resolvi que não iria pra toca do inimigo toda derrubada: coloquei meu blazer preto, minha maquiági MAC, minha cara de pau de blasé e lá fui eu (ou, como diz minha cunhada, "lavou" eu). Logo de cara, vejo a melhor Sena: o ex agarrado com uma coitada pessoa. Fui entrando e o ex com aquela cara de oh, como você tá diferente, tá incrível etc. etc. Cumprimentei o Gabi, dei os presentes, e fiquei perto dele até notar uma coisa: a atual do ex é surda-muda, e minha ex-cunhada (35 anos nas costas) ficou cantando uma música da Xuxa pra tentar se comunicar com ela. Por quê, meu Deus?

Depois, entrei na toca dos lobos e fui cumprimentar minha ex "família". Mó climão do mundo. Então, passei algumas longas horas lá, querendo ir embora, mas querendo ficar com o Gabi. O segundo pior momento do dia foi quando ouvi a ex-sogra dizendo pra uma irmã sebosa que não tinha raiva de mim porque não era rancorosa, mas tinha pena. Oi? Aquela véia surtada ter pena de mim meio que me ofendeu. Não que a opinião dela sobre mim faça muita diferença. Mas a vida tem abusado da minha paciência.

Ah, faltou falar sobre o pior momento: na hora de ir embora, a véia foi abrir o portão para mim, levou o Gabi e a irmã sebosa junto, e veio com sermão de "você precisa vir ver o Gabi, ele sente sua falta" e tal. Respondi que ia, sim, mas que ainda estava chateada com o rumo que as coisas tomaram, e tal. A véia imediatamente se transformou na lôca malcomida que eu sempre conheci. Ela falou, naquele tom irônico irritante que sempre detestei:

- O quêeee? Você ficou chateada com tudo o que aconteceuuuu?

Respirei fundo, dei um beijo no Gabi e disse:

- Não sou obrigada a ouvir isso não. Tchau, Gabi.

Nisso, ela virou pra irmã e falou:

- Não te falei? É louca.

Entrei no carro, tremendo, e liguei pro ex. Disse que ela podia falar o que quisesse de mim, mas não admito que fale isso na frente do Gabriel. No fundo, só ouvia a velha gritando:

- Ela é uma vagabundaaaaaa.

O ex me pediu calma (quem diria!), disse que já tinha mandado a mãe calar a boca e que ia resolver. E assim acabou o oitavo aniversário do Gabi.

Como eu disse pro meu pai, se eu levasse a vida a sério mesmo, já teria pulado de uma ponte.

1 comentários:

gustavo disse...

surtada mesmo essa mulher! ou, no mínimo, sem noçãozinha. A gente tem que ter um jogo de cintura que nem sabemos ensinar pros outros.

Se pedir calma não adiantar, ao menos juízo pra falar a coisa certa.

bjs