domingo, 19 de dezembro de 2010

Acaba logo, 2010

Não estou sendo chata: este ano teve coisas péssimas e coisas muito boas. Teve o lance do Gabi, teve a relação com o Da Praia virando amizade de boteco, teve a sensação de que poderia ter avançado várias casas no jogo da vida quando fiquei parada ou, pior, retrocedi. Mas encarei muitas dessas coisas como aprendizado. Deixei para trás velhos hábitos e antigos pensamentos, enxerguei as coisas como realmente eram com mais clareza do que antes, sofri, aprendi, amadureci. Este foi um ano estranho, sem dúvida, do qual sairei sem saber se foi bom ou ruim, assim como 2007, que me pareceu uma transição, ou seja, um ano não exatamente bom, mas que abriu as portas para uma mudança gigantesca.

E é assim que me sinto agora: apesar de estar sem o Gabi (e esta ser uma dor que não passa, é apenas aliviada), aprendi a não buscar a raiz dos problemas fora de mim, e sim dentro. Olhar pra dentro talvez tenha sido a coisa mais difícil que fiz este ano, porque é duro tirar a cortina da autopiedade e ver a mesquinhez, o egoísmo, a falta de amor-próprio, de gentileza, de preocupação com o outro, a arrogância. E o pior disso tudo é, muitas vezes, ter a consciência de que as coisas não dão certo porque eu trabalho para isso, embora saiba que reconhecer o problema é o primeiro passo (aff, papo de viciado em drogas).

Isto posto, neste fim de ano a urgência de certas coisas tem me atacado: quero tudo para ontem, estou impaciente, quero a mudança mais rápido do que ela pode vir. Estou tentando não fazer como já fiz em outras vezes: diante do fracasso, fujo. Para não ME envergonhar. O que também está mudando.

Quanto ao Gabi, estou esperando que um dia as coisas fiquem em seu lugar. Não tenho mais que aturar o ex na minha porta me ameaçando, ou dizendo que só serei feliz ao lado dele. Consegui ter alguma paz sacrificando minha convivência com meu filho. Se foi uma troca justa? Não. Poderia ter o Gabi e alguma paz com o ex por perto? Não. Julguem vocês o que poderia ser melhor.

Quanto ao Da Praia, embora distantes, parecemos estranhamente sintonizados. Apesar da minha impaciência com ele, com o fato de ele estar superfocado em trabalho e em ganhar (mais) dinheiro, posso dizer que aprendi muita coisa com ele. E não só agora, ao longo desses dois anos e meio que nos conhecemos. Posso dizer que ele me deu muito mais coisas do que eu dei a ele. Então, nessa matemática, se não nos virmos mais, ou se ficarmos apenas amigos mesmo, ainda assim terá valido a pena. Mesmo que fique a dorzinha de saber que poderíamos ter sido mais.

Quanto ao campo profissional, embora me sinta estagnada em alguns momentos, agora me sinto mais segura para arriscar outras mudanças. Aquelas que antes me deixavam insegura não me deixam mais. Finalmente estou crescendo. Pena que demorou.

2 comentários:

Carol F. disse...

Que bom. Mas somos todos viciados em "drogas", difícil se livrar.

Anônimo disse...

eu fico tonto lendo essas letras brancas no fundo preto, quando saio do pc fico vendo tudo listrado na minha frente =s